Quem é Sónia Bos?
Quando a Sónia nasceu no ano de 1946 não havia indícios de que tivesse dotes paranormais ou de que chegasse a ser mística no futuro. O início da sua vida foi completamente normal. Nasceu no seio de uma família normal e cresceu rodeada de carinho. Não foi educada em nenhuma comunidade religiosa, e por isso, não se pode falar de doutrinação religiosa na sua juventude. Foi uma adolescente alegre, que depois de ter concluído o ensino secundário em matemática e ciências, foi uma das primeiras mulheres programadoras de computadores nos Países Baixos. Após ter trabalhado como programadora durante três anos e meio, casou-se com 21 anos de idade, deixando a sua carreira. De acordo com as normas da época, com 24 anos já era mãe de um menino e de uma menina. O provérbio “E viveu feliz para sempre “ poder-se-ia aplicar aqui se não fosse a vida ter para ela outros planos.
A tomada de consciência
Por causa dos largos períodos cheios de enfermidades no seio da sua recém formada família, Sónia, a uma tenra idade, experimentou as emoções do sofrimento. Repetiam-se constantemente as inúmeras idas aos médicos nos hospitais dos países em que viveu ou ia de férias bem como operação trás operação, terapias alternativas ou regulares. A Sónia fez um curso intensivo em “Como posso manter-me firme em circunstâncias difíceis?” e “Como posso continuar a acreditar na vida?”. A sua tomada de consciência começou com força e o seu caminho de busca foi conduzido pelo seu profundo conhecimento. “Apesar de tudo eu acredito que a vida é amor!”. Aos 27 anos decidiu que, apesar de tudo o que a vida pusesse no seu caminho, continuaria acreditar que a vida é amor e que encontraria esse amor!
Assim, começou o seu caminho da procura da verdade e do amor, porém também o da justiça na vida. Aliás, já tinha tido bastantes problemas para saber que na vida nada está repartido em partes iguais. Para começar iniciou com as ideias da Igreja Reformada holandesa através da qual adoptou a ideia da existência de Deus. Consequentemente descobriu os ensinamentos do karma e da reencarnação através da qual a ideia de justiça ficou mais clara. Aprendeu também a meditar, e por este meio, descobriu o amor da vida nela própria e desenvolveu as suas faculdades paranormais.
Decidiu tirar o diploma de professora de yoga e procurou uma escola dirigida por um guru que a ensinaria. Contudo, deu-se logo conta que o guru estava mais interessado em outros assuntos do que no seu desenvolvimento espiritual, deixando a decepção ver claramente que dar aulas de Yoga não era o seu caminho. Graças a esta experiência negativa entre outras deu-se conta de que nenhuma pessoa, religião ou instituição fora de si é o seu verdadeiro mestre. Compreendeu que a verdade e o amor da vida estão presentes em cada ser humano, e cada pessoa pode, através da meditação, manifestá-los.
À procura de um mestre interno
Sónia decidiu quer abandonar o seu desejo de ser professora de Yoga quer o de ter um guru pessoal, e em troca pendurou na parede do seu quarto de meditação a conhecida foto de Jesus, com o manto de Turim. Pensou: “Tu, meu amigo, compreendeste o mistério da vida e descobriste tudo dentro do teu próprio ser. Em Ti coloco a minha confiança, por favor indica-me o caminho. Ensina-me como devo viver e como posso trabalhar. Sem obstáculos de doutrinas religiosas começou o seu caminho. Dia após dia, ano após ano meditava em frente à foto de Jesus. Quando Sónia, tendo adquirido através da meditação a faculdade de poder curar, começou a trabalhar como magnetizadora. Esta chamada tornou-se cada vez mais forte. Mestre, ensina-me como posso trabalhar…
Um dia, dois anos e meio mais tarde, ao anoitecer, quando meditava em frente à foto de Jesus sobre este tema, à luz de uma vela quase consumida, de repente, sentiu uma sensação intensa no seu corpo, ouvindo interiormente:
“Se tu Me deixares trabalhar através de ti, o teu pedaço de vela converter-se-á numa luz imensa! “
O pequeno pedaço de vela que estava quase apagar-se resplandeceu e elevou-se de tal maneira que iluminou todo o quarto, que entretanto tinha ficado envolvido na penumbra. A luz era tão intensa que penetrou os seus olhos fechados.
Assustada abriu os olhos, apagou o pedaço da vela que tinha dado tanta luz e depois de ter acendido outra vela começou a duvidar daquilo que tinha experimentado. Por causa da sua dúvida recusou o que tinha ouvido e continuou com a sua meditação… ensina-me como tenho de trabalhar… Até que se repetiu o mesmo fenómeno, porém desta vez, com uma vela nova acesa. De novo ouviu as palavras “Se tu Me deixares trabalhar através de ti, o teu pedaço de vela converter-se-á numa luz imensa”. E assim encontrou o seu Mestre como um Amor interno dentro do seu ser.
Começo de uma formação espiritual
A partir deste dia Sónia, com 34 anos, foi de tempos a tempos – mas muito directamente - inspirada por Ele. A partir daquele dia o seu desenvolvimento espiritual foi muito rápido. Devido à sua orientação de Cristo dentro dela desenvolveram-se quase todas as faculdades paranormais, entre outras as da visão (clarividência), as da audição, do sentimento como também se desenvolveu nela a faculdade de poder curar. Começou a falar em público (inspirada por Ele) e a ler vidas passadas e futuras. Gradualmente abriu-se a portal da akasha para a vida de onde pôde aprender a contemplar a verdade universal da vida. Como consequência viria a manifestar-se como uma mística.
Seguindo este caminho Sónia aprendeu lentamente a não estar atada às suas faculdades paranormais. Compreendeu que as suas faculdades apenas tinham como fim ser instrumentos com os quais o seu guia universal (primeiro Cristo, e mais tarde o Criador) podia comunicar-se com ela e através deles o conhecimento místico podia ser transmitido desde a akasha da vida à profundidade de Sónia. Entretanto a sua prática como magnetizadora tinha crescido muito. De magnetizadora tinha-se convertido em curadora paranormal e inclusivamente em curadora espiritual. Por causa do seu sucesso na akasha o seu trabalho como curadora tornou-se cada vez mais universal, inclusivamente holístico. Porém, finalmente compreendeu que tinha nascido mística, chamada para trabalhar e dar forma às tarefas que estão neste âmbito relacionadas. Deixou de fazer a sua prática e iniciou o trabalho da sua vida.


